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Esse projeto imaginou como seria o rio Tietê limpo e cercado de verde

Muitas cidades em desenvolvimento ao redor do mundo passam por profundas transformações e, com o crescimento e a industrialização, ocorrem também mudanças drásticas na paisagem urbana, muitas vezes oriundas da falta de planejamento. Esta é a realidade da maior cidade brasileira, São Paulo e o rio Tietê, o maior rio que corta a cidade, sofreu e ainda sofre uma grande degradação de suas águas e de suas margens.

Apesar disso, você já imaginou como seria o rio Tietê limpo e em sua paisagem original?

A arquiteta Pérola Felipette Brocaneli não só imaginou como propôs em sua tese de doutorado, defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em 2007, um resgaste histórico da marginal do Tietê. Em seu trabalho, ela aponta a mudança da população em relação à água e o desenvolvimento dos meios de abastecimento ao longo dos anos e também apresenta a importância do rio como fonte de alimentação proveniente da pesca.

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Mas isso não significa que ela seja contra o desenvolvimento e a industrialização. Para Pérola, o crescimento das cidades é essencial para o desenvolvimento humano, porém esse crescimento deve ocorrer em total harmonia com o sistema ecológico, sem separar as áreas urbanas da vida silvestre, nem destruir o meio ambiente inserido dentro ou ao redor das cidades.

Ao fazer um retrato das principais mudanças culturais e econômicas ocorridas ao longo do tempo e que mudaram profundamente a paisagem natural do rio, a arquiteta ressalta que é essencial que a natureza esteja inserida nas paisagens urbanas. Para ela, o contato da população com a água no ambiente urbano pode contribuir para sua conscientização e valorização, além de melhorar a leitura ambiental e social.

Uma das soluções apresentadas é a construção de várzeas ao redor das margens do rio. Não se trata somente de construir parques e áreas verdes, mas de modificar toda lógica estrutural da cidade de São Paulo. A arquiteta não esconde que o projeto incomodaria muita gente e que – infelizmente – ainda é utópico, mas que todos deveriam se preocupar com a péssima condição ambiental do rio e da cidade. Afinal, quem não quer uma cidade mais agradável e bonita?

Fonte: Ciclo Vivo