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Tinder da gestão urbana: esses sites e apps prometem ajudar a resolver os problemas da cidade

A resposta é simples: sim ou não. Já as perguntas são as mais variadas e se referem a diferentes questões de gestão urbana. A ideia do site CitySwipe, que lembra o funcionamento do aplicativo de relacionamentos Tinder, é que através das respostas dos cidadãos da cidade de Santa Monica, em Los Angeles – e também dos visitantes e turistas – sejam apontados os problemas locais. O objetivo é criar soluções em áreas como transporte, mobilidade urbana e espaços disponíveis de lazer.

Aplicativo nas cidades
Imagem: Prefeitura de Pelotas

Entre as perguntas, o internauta é convidado a responder se é fácil andar de bicicleta ou encontrar vagas para estacionar o carro na cidade. Há ainda perguntas sobre a preferência por duas opções apresentadas, como de entretenimento ou de edifícios da cidade, para responder qual deles é o mais apropriado a Santa Monica. Por isso a semelhança apontada com o Tinder, mas com o objetivo de aumentar a participação dos cidadãos, e de uma forma atrativa e prática.

Diferentes exemplos

Criado pelas autoridades locais, o CitySwipe não é o único exemplo. Diferentes plataformas, que vão dos sites aos aplicativos, vêm sendo criadas para propor melhorias e de forma interativa. As novas possibilidades são também apontadas como forma de economizar tempo e recursos financeiros. Tudo de uma forma acessível à maior parte dos moradores, através de alguns cliques. A própria burocracia que envolve as mudanças em um planejamento urbano pode ser combatida de maneira mais eficiente, com propostas transparentes a partir dos próprios moradores e, nos assuntos possíveis, aos visitantes locais.

Imagem do aplicativo City Swipe
Imagem: Planning Tank

+Mapa interativo

Em Manchester, na Inglaterra, foi criado um mapa interativo da cidade. O “The Greater Manchester Open Data Infrastructure Map” (GMODIN) reúne informações de transporte, como estações de metrô, o trajeto das linhas de ônibus e rotas para ciclistas. Há também informações sobre onde estão localizados os parques, os pontos de lazer, bem como as redes de transmissão de energia elétrica.

Outros dados encontrados são sobre as regiões com melhor velocidade de conexão para a internet. Com base nestes dados, as decisões podem ser tomadas de maneira mais ágil e garantindo um maior envolvimento dos moradores.

Imagem do mapa digital de Manchester
Imagem: Greater Manchester Open Data Infrastructure Map

A Inglaterra, aliás, foi o berço de ideias para a divulgação das informações públicas. Desde o século XVII, através de cartazes nos postes, os avisos públicos chegavam ao conhecimento dos moradores. Hoje a tecnologia torna este processo ainda mais fácil.

Ilustração cidades
Imagem: Entre Esquinas

+Olhares urbanos

Em São Paulo, também foi criado pela prefeitura, em 2014, o aplicativo “Olhares Urbanos”, relativo à lei de zoneamento. Um pouco mais técnico, o objetivo deste aplicativo – cujo conteúdo pode ser acessado também pelo site – é divulgar as características de cada região da capital conforme a lei de zoneamento. A divulgação é feita através de fotografias e da caracterização do espaço conforme termos como “uso misto”, “calçada com qualidade urbana” e “fachada ativa”.

Imagem do centro da cidade, gestão urbana
Imagem: Gestão Urbana SP

Sites e aplicativos como os citados acima são novas formas de cada um de nós participar das mudanças nas cidades, que influenciam diretamente a qualidade de vida em comunidade. A tecnologia já está ajudando. E você, conhece outras ações voltadas ao seu bairro e cidade, com ou sem tecnologia, e que fazem a diferença? Compartilhe aqui no Blog da Arquitetura!

Referências: City Swipe, Gazeta do Povo, Archdaily, Gmodin, The Guardian, Gestão Urbana SP